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roubarsaudades

30/09/2007 GMT 1

Sereias

poupier @ 20:29

São seres fantásticos, meio mulheres, meio peixe. Há histórias de sereias em todos os mares.
Em Copenhagen, na Dinamarca (um país que fica ao norte da Alemanha), existe uma escultura de uma sereia, feita em 1913 e que hoje é um dos símbolos da cidade. A estátua é uma homenagem a uma história de Hans Christian Anderson (1805-1875), que escreveu o conto de fadas "A Pequena Sereia", depois filmado pelos estúdios Disney.
Em Varsóvia, capital da Polônia, há outra estátua de sereia. Esta se chama Syrenka, vivia nas águas de um rio e costumava sentar-se em uma pedra para pentear os cabelos enquanto cantava.
Um dia, três camponeses resolveram pescá-la para oferecer a sereia como presente ao príncipe. Taparam seus ouvidos com cera para não ouvir seu canto (dizem que o canto da sereia enfeitiça quem o ouve), atiraram uma rede sobre Syrenka e a trancaram em um celeiro durante aquela noite. Pediram a um jovem pastor que tomasse conta da criatura, porque iriam viajar no dia seguinte até o palácio do príncipe.
Syrenka cantou implorando por liberdade, e o pastor deixou-a partir. Ela mergulhou no rio dizendo "Durante muito tempo eu vivi aqui, cantando para as pessoas comuns, mas elas me desapontaram terrivelmente. Por isso, agora vou-me embora daqui. Ninguém jamais me verá de novo! Mas, como eu amo muito este lugar, cada vez que esta cidade correr perigo eu voltarei e a protegerei com um escudo e uma espada."
É por causa desta lenda que a cidade de Varsóvia tem em seu brasão o símbolo de Syrenka, a sereia.
Para uma tribo das Honduras (uma república da América Central), existe uma sereia com nove olhos, chamada Sirena, que é a deusa das águas e a mãe de todos os peixes! Antes de pescar, esse povo celebra cerimônias especiais, pedindo à deusa permissão para pescar.
Luxemburgo é um pequeno país do norte da Europa, entre a França e a Alemanha. Diz a lenda que o seu fundador, o Conde Siegfried, casou-se com uma sereia, chamada Melusina. Mas ele não sabia de nada, achava que ela era apenas uma belíssima jovem. Quando eles se casaram, ela fez apenas um pedido: que ele a deixasse sozinha por um dia e uma noite inteiros, todos os meses, sem perguntar o porquê, nem tentar descobrir o que ela estaria fazendo.
É claro que isso não deu certo (nunca dá em nenhum conto de fadas)! Anos depois, o conde não aguentou de curiosidade e foi atrás da mulher num daqueles dias em que ela deveria ficar só. Pelo buraco da fechadura, ele viu o lindo rosto da moça, mergulhada na banheira… com um rabo de peixe saindo pela extremidade oposta! Isso, certamente, foi um choque!
A sereia percebeu que estava sendo observada, pulou pela janela direto no rio que passava logo abaixo, para nunca, nunca mais voltar!

20/09/2007 GMT 1

pensamento

poupier @ 21:40

A vida não é mais do que um conjunto de recordações, imagens, risos, através dos quais adequirimos consciencia daquilo que somos.

12/09/2007 GMT 1

Geração Cangru

poupier @ 21:51

A metáfora tem vindo a ser usada com frequência e traduz-se de forma simples: cada vez mais os filhos saem mais tarde de casa dos pais. Na base desta alteração de comportamento estão, dizem os sociólogos, o desejo de um conforto que não seria conseguido vivendo a sós, uma privacidade e liberdade dentro da casa paterna que antes não existia, a dificuldade em entrar no mercado de trabalho e os baixos rendimentos dos primeiros anos do emprego. Estes últimos factores alargam o âmbito desta “bolsa marsupial” e permitem incluir no espectro da geração canguru todos aqueles que, embora morando fora da casa dos pais, não adquiriram ainda a sua independência financeira.
Depois de terminado o curso, surge a preocupação de encontrar o primeiro emprego; e um dos problemas reside aqui: para muitos, a questão da empregabilidade surge na recta final da licenciatura e não antes da sua escolha. Não falta quem se esteja a formar sem saber porquê e para quê, vendo no curso uma forma de prolongar por alguns anos um estilo de vida que não teriam de outra forma e sustentando a esperança de que o diploma seja o passaporte para o mundo do trabalho. E, de facto, é-o muitas vezes. É preciso desmistificar a ideia de que um curso não abre portas, de que licenciados há muitos e de que o investimento num curso superior é tempo e dinheiro perdidos. Embora as estatísticas não abundem, os estudos indicam que os licenciados conseguem mais facilmente emprego do que pessoas com menos formação e que são, por norma, melhor remunerados. Mas, é claro, há cursos e cursos. Formam-se, anualmente, centenas de professores que não conseguem colocação. Na área das humanidades a falta de empregabilidade é gritante.
Para quem não encontra emprego, prosseguir os estudos é, por vezes, a solução encontrada. O resultado acaba por ser formação em excesso. Depois há o empreendedorismo, um conceito em voga. Mas, se é certo que o espírito empreendedor é independente da formação que se tem, não é menos verdade que os cursos que mais saídas profissionais oferecem são também os que estão mais voltados para o empreendimento.
Torna-se necessário, por um lado, que as instituições de ensino superior se empenharem em fornecer dados sobre a empregabilidade das formações que oferecem e, por outro, que universidades, politécnicos e governo definam mais claramente, à semelhança do que é feito noutros países, áreas prioritárias, de forma a que a formação ao nível do ensino superior esteja mais ajustada às necessidades do País e pondo fim à filosofia da formação “ em tudo por todos”. E, essencialmente, é preciso acabar com o espírito de tirar um curso (ou pós-graduação) na ausência de alternativa viável, uma situação de onde acaba por sair um indivíduo pouco formado. Afinal, frequentar um curso é uma oportunidade (única para muitos) de obter uma formação que se quer superior.

08/09/2007 GMT 1

Apaixonada

poupier @ 21:36

Por vezes sinto uma paixão louca
Nascer dentro de mim
Lava incandescente
Um calor premente
Uma torrente de alegria sem fim
Não sei como ultrapassar
Este sentimento
Que me torna cega mas feliz
Ávida de tudo
Desejo infinito
Sou assim
Apaixono-me...
Pelo desconhecido
Passeio-me louca
Maravilhada de tudo
No sangue a certeza
De um fervor sem fim
E no olhar o brilho
De quem ama perdidamente
Paixões voluteies
Que mudam a cada esquina
A cada ideia nova
Nos sentidos despertos
Num entusiasmo novo
Intenso e louco
Em cada momento
E dou-me totalmente
Em tudo o que faço
Apaixonada
Ergo monumentos
E desenho metas
Assim...
Ávida de conhecimento
Curiosa... fascinada
Vagueio na vida
Sentindo extremos
Apaixonada...
Sinto demasiado
E amo e odeio
Brinco e choro
Morro e renasço
Ardo no fogo
De cada projecto novo
E fecho-me
Em esferas de calor
Desço ao inferno
E volto ao sabor
Do vento
Do tempo
Para renascer
Noutro lugar
Numa ideia
Numa vontade
Nova de tudo
O meu destino
Destruir e reconstruir
Tudo!

Felicidade

poupier @ 21:34

A Formula da Felicidade

P + (5+E) + (3xH)

P traduz: características pessoais
E necessidades básicas
H necessidades superiores

06/09/2007 GMT 1

Tempo Suficiente

poupier @ 21:38

O homem, tal como os outros seres vivos, salvo certas bactérias que podem ser consideradas imortais, não escapa ao trágico final. A cada segundo, morrem 1,7 pessoas no mundo e, para equilibrar a balança, nascem 4,2 bebés. Mas porque razão temos de morrer? Que significado tem a morte? Do ponto de vista estritamente biológico, o único sentido da nossa existência é perpetuar a espécie, e para isso a Natureza concede aos indivíduos o tempo suficiente para que cresçam, encontrem par, acasalem, engendrem prole e, em alguns casos, cuidem dela.

Nunca Eternos
Para levar a cabo as suas tarefas, o homem está geneticamente programado para viver 120 anos. No entanto, ainda que o homem moderno viva em media quase o quádruplo do que vivia um antigo romano, ainda está longe de atingir essa mítica barreira. A média mundial de esperança de vida ao nascer superou há pouco, pela primeira vez, os 65 anos.

Recorde de longevidade
A idade máxima comprovada a que chegou um ser humano foi de 122 anos e 146 dias.

E depois?
Eis o que acontece aos humanos até se tornarem pó:
Agonia: moscas e outros insectos cadavéricos começam a pairar sobre a cabeça do moribundo; as fêmeas depositam ovos nas fissuras dos lábios e das pálpebras;
Morte: cessam as funções cerebrais, paragem cardíaca, falha geral no coração;
Primeiros 30 minutos: o sangue, por efeito da gravidade, deposita-se nas zonas baixas e coagula; o cadáver adquire um tom azulado, devido à falta de oxigénio; os esfíncteres relaxam-se, o que provoca a libertação da urina e dos excrementos;
Uma hora: aparecem as típicas manchas violáceas, ou roxo escuro, da congestão;
Quatro a cinco horas: manifesta-se o rigor mortis, ou morte cadavérica, devido aos processos que ocorrem nos músculos e no sangue;
24 horas: surgem no abdómen manchas esverdeadas; são os primeiros sinais da putrefacção microbiana; esta começa nos intestinos e propaga-se pelos vasos linfáticos; começa a cheirar mal;
48 horas: aparece um líquido incolor, a cadaverina, que resulta da decomposição dos órgãos vitais;
72 horas: fase de gaseificação; as bactérias aeróbicas, que consomem oxigénio, extinguem-se e cedem lugar às anaeróbicas, que não precisam dele para sobreviver;
Uma a duas semanas: os insectos cadavéricos reproduzem-se e alimentam-se dos tecidos moles;
Três semanas: desaparece o fígado:
Cinco a seis meses: desaparecem o coração e o útero
Vários meses: gerações de insectos (mínimo de oito) deixam os ossos limpos;
Anos: ao fim de um ano, o cadáver não passa de um esqueleto, ainda que seja possível que subsistam restos de ligamentos e tendões, assim como fragmentos de vasos sanguíneos; a desintegração dos ossos pode levar mais cinco ou seis anos, ainda que o esqueleto possa conservar-se durante séculos.

05/09/2007 GMT 1

Love me

poupier @ 22:59

Tonight will you hold my hands?
Will you open your heart with love,
In That time honoured tradition of woman and man?
I ask for the stars, but I desire the moon,
So will you bring me the sky?
Tonight can we just understand without words or explanations,
Why we are together.
I’m not asking you for sex or passionate romance,
I am asking for the purest most simple kind of love,
Love that burst from within you, that’ makes you laugh,
And cry in the same breath.
I’m asking for what poets write of,
And for what the critics of the universe have been baffled by for centuries.
Will you hold my hands tonight,
And feel joy for the simple fact they’re my hands?
Can we sit side by side and know that our maker planned this moment just for us?
I’m asking you to withhold nothing from me,
Not you’re deepest fears or your most childish desire.
I am asking you, no begging you,
To push and pull,
To climb and fall,
To grasp and let go all the same time,
I am asking you to love me.

04/09/2007 GMT 1

Será?

poupier @ 21:03

Como é que uma vida pode estar tão cheia e tão vazia ao mesmo tempo?
Toda a gente me diz algo mas ninguém me diz nada
Ninguém diz o que eu quero ouvir
E quando dizem não sinto o que quero sentir
E quando sinto não penso o que quero pensar
E quando penso acho que penso demais...
Quando penso demais sinto de menos
Quando sinto menos não penso tanto
Quando não penso tanto começo a sentir mais
E aí penso...
E não sinto...
E tudo volta ao normal
À estupidez normal
À rotina confortável que aquece os pés
Mas arrefece o coração
Mas é assim que eu gosto...
Será?
Será mesmo?
Será mesmo assim que eu gosto?
Nem eu sei...
Tento não pensar nisso
Não pensar de mais
E sentir de mais
E sentir menos
E viver feliz
Feliz e cega
Feliz, cega e mentirosa!
Mas será que minto?
Nem eu sei...

Incerteza Tentadora

poupier @ 15:00

Não há palavras que sirvam de espelhos
Nem razões que te possam fazer ver
Sim, meu respirar pertence-te
Mas meus suspiros por outro nascem...
Deixei-me engolir por um olhar desconhecido
Eterna incógnita no meu caminho
Alimento-me das certezas que me dás
Mas sinto falta de dúvidas,
De arriscar, jogar, conhecer e apostar...
Num tunel de luz, ponto negro me seduz
Na tela, futuro contigo pinto
Num outro frasco, cores desconhecidas inspiram-me
No nosso arco-íris, cor que não é tua,
Por mim feita, por outro posta...
Traço definido que em ti vejo,
E é um rabisco que desejo...
Como te posso explicar,
Se nem eu sei porque me sinto assim
Completas-me sim,
Mas surgiu outro pedaço em mim
Espaço que não sabes preencher
Porque das palavras de outro continua a crescer,
É um vasio que por momentos quase te apaga
É um nada que mexe tudo que há em mim...
E eu não sei como este desejo apagar...
No silencio da tua ausência,
Grita alto esta minha escondida vontade
Sussurar invisivel em meu coração
Que não sei como dizer não,
Acredita, apagava se pudesse
Mas tentar não pensar não esclarece,
Tu es o tal
Mas no outro mora o talvez,
Talvez música que ainda não ouvi,
Não percebo, não percebo,
É tão dificil amar por completo
Quem realmente nos merece...

tu

poupier @ 13:55

Onde estás tu
Aquele que me completaria
Que me tornaria maior e melhor
Que me levaria acima das nuvens escuras que teimam em
Chover
Que me apresentaria às estrelas e aos deuses
Que me apresentaria ao mar e às ondas
Que me faria provar o sabor da vida
Que me faria uma pessoa melhor e mais linda
Que daria luz à minha existencia
Que me faria compreender porque ando aqui
Porque eu ainda não compreendo
Ainda não sei
Ainda não senti
Ainda não vivi
Onde estás tu?...

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