Sereias
São seres fantásticos, meio mulheres, meio peixe. Há histórias de sereias em todos os mares.
Em Copenhagen, na Dinamarca (um país que fica ao norte da Alemanha), existe uma escultura de uma sereia, feita em 1913 e que hoje é um dos símbolos da cidade. A estátua é uma homenagem a uma história de Hans Christian Anderson (1805-1875), que escreveu o conto de fadas "A Pequena Sereia", depois filmado pelos estúdios Disney.
Em Varsóvia, capital da Polônia, há outra estátua de sereia. Esta se chama Syrenka, vivia nas águas de um rio e costumava sentar-se em uma pedra para pentear os cabelos enquanto cantava.
Um dia, três camponeses resolveram pescá-la para oferecer a sereia como presente ao príncipe. Taparam seus ouvidos com cera para não ouvir seu canto (dizem que o canto da sereia enfeitiça quem o ouve), atiraram uma rede sobre Syrenka e a trancaram em um celeiro durante aquela noite. Pediram a um jovem pastor que tomasse conta da criatura, porque iriam viajar no dia seguinte até o palácio do príncipe.
Syrenka cantou implorando por liberdade, e o pastor deixou-a partir. Ela mergulhou no rio dizendo "Durante muito tempo eu vivi aqui, cantando para as pessoas comuns, mas elas me desapontaram terrivelmente. Por isso, agora vou-me embora daqui. Ninguém jamais me verá de novo! Mas, como eu amo muito este lugar, cada vez que esta cidade correr perigo eu voltarei e a protegerei com um escudo e uma espada."
É por causa desta lenda que a cidade de Varsóvia tem em seu brasão o símbolo de Syrenka, a sereia.
Para uma tribo das Honduras (uma república da América Central), existe uma sereia com nove olhos, chamada Sirena, que é a deusa das águas e a mãe de todos os peixes! Antes de pescar, esse povo celebra cerimônias especiais, pedindo à deusa permissão para pescar.
Luxemburgo é um pequeno país do norte da Europa, entre a França e a Alemanha. Diz a lenda que o seu fundador, o Conde Siegfried, casou-se com uma sereia, chamada Melusina. Mas ele não sabia de nada, achava que ela era apenas uma belíssima jovem. Quando eles se casaram, ela fez apenas um pedido: que ele a deixasse sozinha por um dia e uma noite inteiros, todos os meses, sem perguntar o porquê, nem tentar descobrir o que ela estaria fazendo.
É claro que isso não deu certo (nunca dá em nenhum conto de fadas)! Anos depois, o conde não aguentou de curiosidade e foi atrás da mulher num daqueles dias em que ela deveria ficar só. Pelo buraco da fechadura, ele viu o lindo rosto da moça, mergulhada na banheira… com um rabo de peixe saindo pela extremidade oposta! Isso, certamente, foi um choque!
A sereia percebeu que estava sendo observada, pulou pela janela direto no rio que passava logo abaixo, para nunca, nunca mais voltar!

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